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About Amigos do Bem

Há 25 anos transformando vidas no sertão nordestino por meio de iniciativas educacionais, de assistência à saúde, de infraestrutura e de geração de renda. Acreditamos que qualquer ser humano é capaz de se desenvolver desde que lhe sejam oferecidas condições favoráveis.
Mania de Churrasco! “Dá uma Mãozinha para os  Amigos do Bem”

Mania de Churrasco! “Dá uma Mãozinha para os Amigos do Bem”

Entre os dias 30 de julho e 14 de setembro, os Amigos do Bem e a Mania de Churrasco! PRIME STEAK HOUSE e o Mania de Churrasco! BUFFET EXPRESS se unem para “dar uma mãozinha” à transformação de vidas no sertão nordestino.

Pelo 3º ano consecutivo, a ação convida os clientes de todos os 70 restaurantes da marca a apoiarem a causa. Adquira em qualquer restaurante do Mania de Churrasco! o adesivo no formato de mãozinha que simboliza o apoio à causa, no valor de R$ 2,00 e que pode ser personalizado com seu nome e colado nas paredes do PDV.

Todo o valor arrecadado será revertido para a Instituição que há 25 anos transformam a realidade de milhares de famílias do sertão com projetos de educação, trabalho e renda, água, moradia e saúde.

Que tal dar uma mãozinha para os Amigos do Bem? Mostre seu apoio à causa marcando os @amigosdobem e o @maniadechurrascoprime

Milk Shake Amigos do Bem

Milk Shake Amigos do Bem

Sua sobremesa agora ajuda a transformar vidas.

A partir do próximo dia 1 de julho, você pode apoiar a transformação de vidas no sertão com o Milk Shake Amigos do Bem. Em recente parceria com a rede Bob’s, a ação arrecada recursos para a educação de nossas crianças e jovens nos Centros de Transformação no sertão.

Cadastrando-se na plataforma digital Bob’s Fã, você recebe cupons de desconto para o Milk Shake Amigos do Bem (P), que sai por apenas R$6,50. A cada unidade comprada com o cupom apresentado, R$2,00 são doados para os projetos que atendem hoje 10 mil crianças e jovens no sertão.

A ação acontecerá até o dia 31 de julho em todas as lojas e quiosques da Rede Bob’s participantes do Bob’s Fã. O cupom é válido para todos os sabores de Milk Shake.

Bateu aquela vontade de comer um doce? Corre pro Bob’s e ajude milhares de crianças.

Clique no link para se cadastrar no Bob’s Fã. Leva menos de um minuto!

www.bobsfa.com.br/cadastro

Multiplus | Doe seus Pontos para a Transformação

Multiplus | Doe seus Pontos para a Transformação

Você sabia que seus pontos ajudam a levar transformação para o sertão?

É muito fácil doar:

2. Faça seu LOGIN ou CADASTRE-SE:

3. Clique em TROQUE SEUS PONTOS

4. Dentro da opção DEPARTAMENTOS, escolha DOAÇÕES

Você pode doar para:

EDUCAÇÃO – Um mês de atividades socioeducativas para uma criança ou jovem em nosso Centro de Transformação.

ALIMENTAÇÃO – Uma cesta básica que alimenta uma família por um mês.

SAÚDE – Um atendimento médico, odontológico ou oftalmológico para uma pessoa.

5. Escolha sua opção

6. E finalize a doação

Pronto! Você ajudou a transformar vidas no sertão nordestino!

Não deixei seus pontos expirarem. Eles fazem a diferença na vida de muita gente.

Chegou o Camarão Camarada do Bem

Chegou o Camarão Camarada do Bem

Entre os dias 16 de abril e 20 de maio, você e o Camarão Camarada ajudam a levar transformação para crianças do sertão nordestino. 

Em parceria com a rede de franquias Vivenda do Camarão, nasce o Camarão Camarada, um simpático mascote que estará nas lojas da marca entre os dias 16 de abril e 20 de maio.

Durante o período da ação, com apenas mais R$2,00 a cada compra, você garante um adesivo do personagem, que pode ser personalizado com seu nome e colado nas paredes dos restaurantes da marca ou exposto onde preferir. 

Todo o valor arrecadado com a venda do mascote será revertido para nossos projetos, que há mais de 25 anos levam um futuro com oportunidades para milhares de pessoas que vivem em extrema miséria no sertão de Alagoas, Pernambuco e Ceará. 

“Enxergamos nessa parceria uma oportunidade para exercermos a nossa responsabilidade social, contribuindo para a minimização dos problemas enfrentados pela população local”, comenta Diego Perri, sócio-diretor da rede de franquias Vivenda do Camarão.

 “Estamos muito felizes com esta parceria. É uma oportunidade para unirmos esforços, mobilizando e engajando outras pessoas a assumirem uma responsabilidade compartilhada para a construção de uma sociedade mais justa e solidária”, afirma Alceu Caldeira, nosso Diretor.

Que tal mostrar seu apoio à causa durante suas refeições? É simples e faz a diferença na vida de quem mais precisa!

Compartilhe e não se esqueça de marcar @amigosdobem e @vivendadocamaraooficial

Instituto FAR – Hinode Transformando Vidas

Instituto FAR – Hinode Transformando Vidas

INSTITUTO FAR - HINODE

FAZENDO A SUA PARTE NA TRANSFORMAÇÃO DE VIDAS

O Instituto Far – Hinode e os Amigos do Bem acreditam que a contribuição individual é capaz de mudar o mundo. Afinal, ninguém é pequeno para fazer o Bem. No conto que representa a filosofia do Instituto, a Fábula do Beija-Flor, a delicada ave age, em uma tentativa genuína de ajudar, para apagar um incêndio na floresta com a pequena porção de água que cabe em seu bico. E é seguindo esta mesma filosofia que os Amigos do Bem mudam a realidade de milhares de pessoas: “Se não posso fazer tudo que devo, devo, ao menos, fazer tudo que posso”.

Movido por este olhar solidário, o Instituto Far – Hinode tornou-se uma Empresa Amiga, ajudando a transformar milhares de vidas na região de maior concentração de miséria do Brasil. O Instituto incentiva os revendedores Hinode a também se engajarem em causas sociais com campanhas em plataformas digitais da empresa. Suas contribuições ajudam a manter nossos projetos no sertão nordestino e levam oportunidades para milhares de crianças.

Como Amigos devem estar sempre por perto, eles não apenas contribuem mensalmente, mas fazem questão de acompanhar nossas realizações.

Em visita ao sertão, conheceram nossos projetos e foram recebidos com muito carinho pelas pessoas atendidas, além de ouvir e vivenciar histórias de transformação. “Ficamos impressionadas com tudo que vimos, não apenas com a grandiosidade, mas com o amor que tem esse projeto.”, diz Leila Rodrigues, embaixadora do Instituto Far.

“Ficamos impressionadas com tudo que vimos,
não apenas com a grandiosidade,
mas com o amor que tem esse projeto.”

Leila Rodrigues, embaixadora do Instituto FAR.

Além disso, a embaixadora e o presidente do Grupo Hinode, Sandro Rodrigues, também apoiaram e estiveram conosco no Jantar Amigos do Bem para celebrar nossos 25 anos.

Ficamos muito honrados por seremos uma das instituições apadrinhadas pelo Instituto Far e uma das principais causas apoiadas por eles ao longo desse ano. Em 2019 nossa parceria continua, com o desejo de transformar ainda mais vidas!

Conheça as Mochilas do Bem

Conheça as Mochilas do Bem

A partir do 26/12/18, você pode doar sua mochila usada nas lojas Le Postiche.

Para participar, basta levar nas lojas da rede uma mochila antiga de qualquer marca. Ela vale R$30 de desconto na compra de uma mochila nova nas 220 unidades da Le Postiche espalhadas pelo Brasil. Todas as doações serão entregues para as crianças do sertão nordestino. A ação acontece até o dia 17/2/19.

Importante lembrar que somente serão aceitas mochilas que estejam em boas condições de uso.

Aproveite a volta às aulas e ajude crianças do sertão nordestino!

Conheça as Giraffas do Bem

Conheça as Giraffas do Bem

Dos dias 6 de novembro a 31 de janeiro, você também pode mostrar seu apoio à transformação de vidas nas lojas do Giraffas.

Durante o período da ação, com mais R$2 a cada compra você garante um adesivo das Giraffas do Bem, que pode ser personalizado com seu nome e colado nas paredes dos restaurantes da marca ou exposto onde preferir. A ação é nacional e acontece nas 400 lojas da rede espalhadas pelo país.

Todo o valor arrecadado será investido em nossos projetos que há 25 anos transformam a realidade de milhares de famílias do sertão com iniciativas educacionais, de assistência à saúde, infraestrutura e geração de renda e trabalho.

Que tal mostrar seu apoio à causa durante suas refeições? Não se esqueça de marcar @amigosdobem

Elie Horn para a Folha de S. Paulo

Elie Horn para a Folha de S. Paulo

Abaixo entrevista do Elie Horn para a Folha de S. Paulo do dia 23 de julho de 2018.

Eu me sinto anão da filantropia perto de Bill Gates, diz Elie Horn

Dono da Cyrela quer incentivar empresários a aderir a movimento de doação de riquezas

 

Prestes a completar 74 anos neste mês, o bilionário Elie Horn quer fazer os ricos doarem mais e melhor.

“Quero chacoalhar a sociedade”, diz o dono da Cyrela, que assumiu o compromisso público de destinar para filantropia 60% de sua fortuna, estimada em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3,9 bilhões).

O empresário Elie Horn, dono da Cyrela
O empresário Elie Horn, dono da Cyrela – Eduardo Anizelli/Folhapress

Movido por espírito religioso de fazer o bem e de não se deixar escravizar pelo dinheiro, ele admite que se sentiu mal quando entrou para o clube dos bilionários com a abertura de capital da Cyrela em 2005. As ações da empresa passaram a valer 30 vezes mais em um ano. “Não foi por mérito meu.”

Que razões levaram o senhor a aderir ao The Giving Pledge?

Faz 20 anos que me decidi. O The Giving Pledge faz três. Por quê? Faz muito bem à alma, a terceiros e também a você, neste mundo e no outro. Quero ser rico na eternidade. São valores familiares, judaicos, de não trabalhar só para si, de devolver à sociedade.

O que move o senhor?

O espírito do bem, da justiça e do significado do dinheiro. Ou você escraviza o dinheiro, ou é escravizado. Se ajudar alguém, você escravizou o dinheiro. Se deixa para usufruir o luxo, é escravo.

Como foi em família a decisão de doar parte da herança que seria dos seus filhos?

Pensei em doar 100%, como meu pai. Mas um guru cabalista me aconselhou a doar 60%. Meus filhos falaram: “Papai, faz isso em vida”. Não é igual depois da morte. Tirar do bolso e dar é difícil. Na hora que você promete doar, o dinheiro não é mais seu. Se não fizer, é ladrão.

Seu pai é seu maior exemplo?

Ele fazia o bem por convicção e cultura. Faleceu faz 38 anos e senti o dever de fazer o bem para elevar a alma dele. Espero que a tradição se mantenha com filhos, netos, tataranetos.

Que legado quer deixar?

Espero cutucar a sociedade para fazer o bem. Se todos os ricos do mundo ajudarem os pobres, vai ter justiça, equilíbrio e um mundo melhor.

É mais difícil cutucar ricos em um Brasil tão desigual?

É óbvio que o Brasil precisa mais do que os Estados Unidos, onde existe cultura de doação.

Como é fazer esse movimento aqui?

Temos um grupo de pessoas inteligentes e competentes que decidiram fazer um guarda-chuva do bem. Uma plataforma que vai abarcar dez causas: combater exploração sexual de crianças e adolescentes, primeira infância, saúde, deficiência, combate à pobreza, educação, meio ambiente, idosos, ética na política, civismo.

Tem também cultura de doação para ensinar a não deixar dinheiro na gaveta.

Como se formou este grupo para investir na plataforma?

Eles me chamaram e eu aderi na hora. A ideia é unir forças para destinar centenas de milhões de reais para causas. A fundo perdido. O modelo está sob análise. Não posso citar nomes ainda. São grandes representantes do PIB dispostos a atuar para poder chacoalhar o país.

Como homem de negócios, o que agrega à filantropia?

É importante não só doar, mas doar bem. A plataforma tem que ser eficiente, ter visão estratégica, acompanhar a aplicação dos recursos e ser ponte entre doador e gestor.

Queremos ajudar as pessoas a doarem mais e melhor. Basta gostar de fazer o bem para ser do clube. Muitos fazem filantropia, mas em um modelo em que o impacto é limitado, quando pode ser maior.

Quando o senhor se tornou um filantropo?

Comecei no colégio arrecadando cruzeiros para ajudar o moço da esquina.

Quando fazia negócios, eu vendia um apartamento por 100 e o cara queria pagar 90. Fazia um acordo: paga 90 e a diferença vai para caridade, que o comprador escolhia. Todo mundo aceitou, menos um. Um bandido.

Qual foi sua primeira causa?

É botar Deus na terra, mas não vai estar entre as dez da plataforma. Convencer os jovens de que Deus existe é uma causa importante, mas não é “cool”. Falar em religião hoje não é bom por causa dos extremistas. Sem extremismo faz muito bem.

Quais são as causas mais importantes na sua vida?

Tenho duas: o trabalho e a filantropia. Detesto passar tempo sem fazer nada, me frustra. Tem também a mensagem de dar valor ao meu tempo. Sentir-se inútil é uma desgraça.

Não pretende se aposentar?

“Never” [nunca]. O importante é produzir, dar significado ao dinheiro, ao tempo. Se eu me aposentar, vou ficar gagá e encher minha esposa. Eu não me perdoaria se ficasse inativo e ineficiente.

Por que criou o Instituto Liberta para atuar no combate à exploração sexual infantil?

A ideia é mexer com a sociedade brasileira para conscientizar as jovens, os velhos. É tabu, um campo minado.

Ninguém quer associar sua marca a abuso sexual infantil?

Foi a razão que fez a gente assumir a causa. Não é “cool”. No Brasil, temos muitas meninas abusadas, exploradas. Nossa ideia é ajudá-las a sobreviver, para que o mal não se repita. Temos feito visitas às escolas do estado de São Paulo, falando com professores para que sejam vigilantes e contatando 2,5 milhões de crianças.

O instituto faz campanhas de conscientização, seminários. Temos vários parceiros, trabalhos no Amazonas e no Pará.

Como seleciona o que vai apoiar?

Tenho vergonha de falar não. Alguém me ensinou que se não falar, estou morto. Então, hoje falo. Não quero ver coisas novas. As causas que tenho já são bastante grandes.

Que experiências o senhor teve ao visitar projetos?

Fui para a ilha de Marajó e perseguimos uns bandidos que estavam com umas meninas em outro barco. Quase demos um flagrante. Já era convicto sem ver, agora que vi sou escravo da causa. Sinto aqui [aponta o coração]. Deu um significado mais forte para minha luta.

Esteve também no Nordeste?

Sim. Adorei. Visitei a ONG Amigos do Bem. A Alcione [Albanesi, fundadora] vai fazer parte da plataforma. Essa mulher faz milagres. É pai, mamãe, vovó, diretora e presidente para 60 mil pessoas. Dá educação, cultura, comida.

Ela me apresentou para mil crianças, que me deram 2.000 beijos. Passei dois dias lá e nunca senti tanto amor na vida. Vamos ajudá-la a ter mais doadores, se Deus quiser.

Pesquisas mostram que o brasileiro pobre, proporcionalmente a sua renda, doa três vezes mais do que o rico. Por quê?

No meu entender, falta comunicação, convencimento. A minha tese é: Deus existe, estamos aqui para ser testados. Eu quero passar no teste.

Como é o seu contato com grandes filantropos como Bill Gates?

Lá fora, Bill Gates e Warren Buffett vão doar 99% de suas fortunas para caridade. São exemplos.

Nos EUA, eu me sinto um anão. Sou o menorzinho deles. A gente acha que faz muito e quando chega lá vê que não faz nada. Isso ajuda a nos convencer a fazer muito mais.

O senhor convenceu outro brasileiro a aderir ao The Giving Pledge?

Estou tentando. Falei com alguns. Um ia aceitar, mas não aceitou. Um outro, a mulher não deixou.

Mas não desisto. Acho que neste ano vou ter a chance de convencer um ou dois. Quero criar o The Giving Pledge Brasil em outras condições: em vez de doar ao menos 50%, aqui o percentual seria de 20%.

Faltam incentivos fiscais ou maior taxação sobre herança, como nos EUA?

Alguns dizem que sim, outros não. O problema é ter vontade. No Brasil, os dividendos são isentos de imposto de renda. É um dinheiro que você pode doar, já pagou o imposto. Todo meu dinheiro [para filantropia] provém de ações.

Foi com a abertura de capital da Cyrela em 2005 que o senhor entrou de vez para o clube dos bilionários?

No começo, eu me senti mal. Depois, me acostumei. Como a Cyrela ficou em primeiro lugar no setor por 15 anos, aconteceu. Sabe por quê? É um teste de Deus. Se você ganhar 10 ou 100, vai doar na proporção.

Minhas ações subiram 30 vezes naquele ano. Isso não é normal. Não é meu mérito, com certeza. Foi um teste para ver se eu correspondia.

O senhor passou no teste?

A gente nunca passa, sempre se pode fazer mais.

No Brasil, quem lhe inspira?

Amador Aguiar [fundador do Bradesco] fez uma coisa maravilhosa, a Cidade de Deus, uma escola por onde já passaram mais de 500 mil alunos. É um orçamento gigante. O trabalho dele é excepcional. E a Fundação Bradesco é sócia do banco. Uma coisa importante.

Como começou seu império na construção civil?

Havia um corretor que vinha na minha casa oferecer apartamento para meu pai e meu irmão. Comprava-se para pagar em seis meses, sem correção monetária. Como havia inflação alta, se vendia no outro dia com lucro grande. Sem dinheiro. Assim comecei a conhecer o ramo. Tudo que comprava, eu vendia.

Sou persistente, não sou bandido. As pessoas confiam. Para ser um bom corretor, não pode mentir. E sou workaholic.

Qual é o seu maior orgulho como self-made man?

Sou um investidor a longo prazo. Lá em cima, não vão me perguntar se eu fui bom ou mau empresário, mas se fiz o bem.

Meu sonho é que lembrem de mim como um homem que tentou fazer o bem. Quero um mundo sem pobreza, injustiça, violência, maldade.

O mundo melhorou ou piorou em relação ao que o senhor nasceu?

Não sei. Nasci na Síria e saí de lá quando tinha seis meses. Cheguei [ao Brasil] com zero tutu, no barco na quarta classe, passagem paga por parentes, que deram US$ 10 mil dólares para meu pai começar a trabalhar. E ele se fez.

O senhor acompanha a situação na Síria. Apoia refugiados?

Todas as causas são boas. Toda criança tem que ser ajudada. Já ajudei refugiados, mas não é uma causa da plataforma. Não dá para fazer tudo.

O que o Brasil significa para o senhor?

É o país que me acolheu, é tudo para mim. O ser humano no Brasil é muito bom. Tem alma nobre, gentil.

Por que o Brasil não é ainda o país que poderia ser?

Eu tenho algumas ideias radicais. Faria uma anistia geral. Partiria da estaca zero, para começar tudo de novo. Não gosto de falar de política. Não apito nada e ninguém vai me ouvir.

Para ser político tem que falar bonito, saber convencer. Sou a favor da liberdade, do capitalismo, do trabalho. Sem o setor privado o país não anda.

O senhor fala publicamente sobre o diagnóstico de Mal de Parkinson?

Não tenho vergonha. Estou doente. Deus mandou por alguma razão. Aceito. Fiquei revoltado quando descobri em 2012, mas a doença está controlada por remédios.

Todo dia, faço na marra cerca de duas horas de ginástica, natação, fisioterapia e karatê. Perco todas as lutas (risos). É gostoso. Você não para de lutar e de se defender. Uma sensação boa de estar vivo.

Vai ganhar a luta pela filantropia?

Com certeza. Eu não desisto. E tem o seguinte: na hora que você faz o bem, Deus é obrigado a ajudar.


Elie Horn, 73

Formado em direito, o empresário nascido na Síria chegou ainda bebê ao Brasil. É fundador da incorporadora e construtora Cyrela e criou o Instituto Liberta, que combate a exploração sexual de crianças e adolescentes. Tem 3 filhos e 3 netos


O que é The Giving Pledge

O Compromisso de Doação é um esforço capitaneado por Bill Gates e Warren Buffet para que indivíduos e famílias mais ricas do mundo comprometam a destinar mais da metade de sua riqueza a causas filantrópicas. Conta hoje com 183 adesões de bilionários de 22 países e apenas um representante do Brasil

Eliane Trindade

Editora do prêmio Empreendedor Social, editou a Revista da Folha. É autora de “As Meninas da Esquina”

Fonte: folha.uol.com.br

Jovens Empreendedores do Sertão Nordestino

Jovens Empreendedores do Sertão Nordestino

Amigos do Bem realizam a 1ª Feira de Empreendedorismo no sertão em parceria com o Sebrae

Uma parceria entre Amigos do Bem e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) levou até o Sertão a 1ª Feira de Empreendedorismo voltada para os jovens e crianças atendidos pelo projeto. Após seis meses de planejamento e trabalho, a iniciativa foi concretizada nos dias 3, em Catimbau/PE, e 24 de março, em Inajá/PE.

As crianças de cada ano letivo foram responsáveis por criar uma de empresa, com um stand com produtos para exposição durante a feira. “Cada grupo de crianças abriu a sua empresa, fez os seus produtos e realizou a venda, negociando com os demais alunos”, conta Alceu Caldeira, coordenador dos Amigos do Bem. Com isso, todos puderam exercitar a capacidade empreendedora e a educação financeira.

O Sebrae colaborou na capacitação dos professores dos Centros de Transformação, que trabalharam diretamente com as crianças, motivando a criatividade e o empreendedorismo dos grupos de alunos – cujo foco variou entre comidas, temperos, empreendedorismo social, reciclagem, livraria, cabeleireiro, entre outros. Cerca de 6 mil produtos foram apresentados durante a feira.

Os alunos e voluntários receberam notas de dinheiro fictício para poder consumir e estimular a prática de negociação e controle de gastos. José Aparecido, coordenador pedagógico dos Amigos do Bem no Catimbau, contou sobre a satisfação de todos ao final do evento: “Ficaram muito felizes, era lindo ver as crianças falando sobre o quanto gastaram, o que sobrou, todo mundo fazendo a contabilidade das empresas para checar o lucro. Foi incrível!”.

Ações como esta mostram que um novo futuro está sendo construído no sertão por meio do aprendizado, da dedicação e do amor!

Veja mais detalhes assistindo o vídeo abaixo:

Confira algumas fotos: